quinta-feira, 6 de março de 2008

Associações de ideias

A senhora Ministra da Educação acaba de afirmar, em entrevista à RTP 1, que os professores não têm grande razão de queixa no caso das avaliações, pois basta terem BOM para progredirem na carreira, ao contrário dos restantes funcionários que, se tiverem BOM, nunca mais progridem e, os que tenham classificação superior a BOM, só progridem se houver verba.
A afirmação foi da senhora ministra, não foi da Ana Avoila. Ela lá saberá os meandros destas coisas!

A propósito de avaliações, foi hoje noticiado que um funcionário (desculpem, agora diz-se "trabalhadores do emprego público" - Lei 12-A/2008, de 27 de Fevereiro) que tenha duas classificações negativas será sujeito a uma acção de formação e, se não tiver aproveitamento, será objecto de inquérito e processo disciplinar tendente ao despedimento.
Lembrou-me o que se passou em Moçambique logo após a independência: quem não alinhasse activamente com os novos governantes, ia para um campo de reabilitação (trabalhos forçados). Se após o tratamento continuasse a não alinhar, era fuzilado.
Afinal os trabalhadores do emprego público não se podem queixar muito. Ainda não se fala em fuzilamentos!

Também foi hoje noticiado que passa a constituir falta grave o facto de um trabalhador não denunciar erros de um colega, o que poderá levar à situação do parágrafo anterior.
Lá me veio à ideia aquela cena dos colaboracionistas durante a guerra 39-45. Até o pai denunciavam!
Foi aí que percebi porque é que os dirigentes dos hospitais que passaram a S.A./E.P.E. começaram a tratar os funcionários por "colaboradores". Já deviam saber desta proposta!

A nossa cabeça faz cada associação!!!!

1 comentário:

migas (miguel araújo) disse...

Tal e qual como com o novo diploma legal prevê a reestruturação das carreiras e categorias na função pública:
Directores
Lambe-botas
e
Bufos.
A bem da nação, claro.