Dia de greve da Função Pública (agora parece que se diz "emprego público"). O governo e o coro do PS afadigam-se a mostrar verticalidade e firmeza perante as pretensões dos trabalhadores. Queremos, podemos e mandamos!
Ao mesmo tempo vê-se deputados do PSD e do CDS, que ainda há 2 anos, insultavam os funcionários de tudo quanto havia de pior, virem agora na pele de grandes defensores dos ofendidos trabalhadores. Verticalidade flácida e falta de vergonha na cara!
No mesmo dia, lê-se a notícia http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=310780&visual=26&rss=0
É a vez do coro do PS, do PSD e do CDS demonstrarem a mais perfeita falta de verticalidade e sentido nacional.
Talvez seja para agradecerem ao sr. Bush a posição de não querer o ensino do Português nas escolas americanas.
De facto, dado o conhecido gabarito intelectual do senhor em causa, devemos estar gratos por não querer misturar-se connosco. Vade retro!
sábado, 1 de dezembro de 2007
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Ainda o acidente da A-23
De tudo aquilo que foi noticiado acerca do acidente, há um aspecto que, embora não tenha impacto mediático, deve ser realçado - o funcionamento do sistema de socorro.
Os socorros apareceram em tempo útil e quantidade e qualidade suficientes. A PSP e GNR abriram corredores de emergência até aos hospitais de evacuação. Nos hospitais foram tomadas as medidas adequadas, afastando os meios de comunicação social para local onde não estorvassem a actividade assistencial.
Há um aspecto, noticiado por uma das TVs, que não deve passar em claro: os funcionários do Hospital de Castelo Branco (os mesmos que os governos, desde 2002, querem demonstrar serem uma malandragem que não quer trabalhar e que só com "chicote e cenoura" funciona) apresentaram-se voluntariamente nos seus locais de trabalho para tornarem possível a eficácia da assistência. Certamente que não estavam em regime de prevenção e duvido que exijam o pagamento do trabalho prestado.
É uma coisa que os senhores políticos nunca serão capazes de perceber. Há quem tenha sentimentos e não trabalhe exclusivamente por dinheiro!
Não sendo caso para parabéns, uma vez que não se trata de um acto festivo, devemos prestar o nosso reconhecimento a todos que prestaram o socorro e aos que o coordenaram e que prepararam os planos de emergência, já que uma acção destas não resulta de improvisos.
Os socorros apareceram em tempo útil e quantidade e qualidade suficientes. A PSP e GNR abriram corredores de emergência até aos hospitais de evacuação. Nos hospitais foram tomadas as medidas adequadas, afastando os meios de comunicação social para local onde não estorvassem a actividade assistencial.
Há um aspecto, noticiado por uma das TVs, que não deve passar em claro: os funcionários do Hospital de Castelo Branco (os mesmos que os governos, desde 2002, querem demonstrar serem uma malandragem que não quer trabalhar e que só com "chicote e cenoura" funciona) apresentaram-se voluntariamente nos seus locais de trabalho para tornarem possível a eficácia da assistência. Certamente que não estavam em regime de prevenção e duvido que exijam o pagamento do trabalho prestado.
É uma coisa que os senhores políticos nunca serão capazes de perceber. Há quem tenha sentimentos e não trabalhe exclusivamente por dinheiro!
Não sendo caso para parabéns, uma vez que não se trata de um acto festivo, devemos prestar o nosso reconhecimento a todos que prestaram o socorro e aos que o coordenaram e que prepararam os planos de emergência, já que uma acção destas não resulta de improvisos.
Legalidades....
Foi noticiado que a GNR de Oliveira de Frades notificou os Bombeiros Voluntários locais de que não poderiam tocar a sirene de alerta durante a noite, porque infringia a lei do ruído, tendo havido queixas de habitantes.
Os bombeiros não têm outra maneira de alertar os voluntários para uma emergência. Pode ser o sucedâneo do medieval sino a rebate, mas é o que há!
Pessoalmente, defendo que os bombeiros devem ser estatais, como a PSP ou a GNR, sendo os voluntários, a existirem, meramente complementares.
A GNR cumpre o seu dever, aplicando estritamente os preceitos legais. Há uns anos, um capitão da BT da GNR opinou para uma TV que a "tolerância zero" não era solução para a sinistralidade rodoviária. Logo o ministro da Administração Interna da época veio dizer que "um capitão da GNR é pago para cumprir a lei e não para pensar". Ficamos esclarecidos...
Não me admira que a lei fosse traduzida automaticamente de um país onde nem se admita a hipótese de os bombeiros serem voluntários. Recentemente, perante as constantes emendas ao Código do Processo Penal, com expressão em Francês e Inglês, fico com as mais sérias dúvidas...
Consequências do "estado de direito"....
Os bombeiros não têm outra maneira de alertar os voluntários para uma emergência. Pode ser o sucedâneo do medieval sino a rebate, mas é o que há!
Pessoalmente, defendo que os bombeiros devem ser estatais, como a PSP ou a GNR, sendo os voluntários, a existirem, meramente complementares.
A GNR cumpre o seu dever, aplicando estritamente os preceitos legais. Há uns anos, um capitão da BT da GNR opinou para uma TV que a "tolerância zero" não era solução para a sinistralidade rodoviária. Logo o ministro da Administração Interna da época veio dizer que "um capitão da GNR é pago para cumprir a lei e não para pensar". Ficamos esclarecidos...
Não me admira que a lei fosse traduzida automaticamente de um país onde nem se admita a hipótese de os bombeiros serem voluntários. Recentemente, perante as constantes emendas ao Código do Processo Penal, com expressão em Francês e Inglês, fico com as mais sérias dúvidas...
Consequências do "estado de direito"....
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
A greve na Função Pública
Quando já se anuncia mais uma greve, como expressão do mais que justificado protesto dos funcionários perante um governo prepotente e insensível, venho fazer uma reflexão sobre a utilidade desta forma de luta no caso da Função Pública e de outros sectores de serviços de utilidade social.
Se procurarmos perceber qual a génese da greve como forma de luta dos trabalhadores, somos levados à era industrial, como forma de pressionar o patronato.
Os lucros do patrão são resultado da venda da produção. Se não produzirmos, o patrão vê os seus lucros diminuídos e tentará um acordo com os trabalhadores que, embora lhe diminua eventualmente os lucros, ainda lhe deixa alguns.
Em resumo, a greve prejudica o patrão, mas poderá trazer benefícios aos trabalhadores.
Vejamos agora o caso das greves de serviços públicos. Embora o "patrão" seja o Povo, a greve é contra o "feitor da quinta", isto é, o governo.
Neste caso, os utentes dos serviços não são atendidos, o que lhes poderá acarretar grandes prejuízos. Estou a ver as pessoas de aldeias que se levantam de madrugada para irem à consulta a uma cidade, gastam uma importância considerável em transportes e vêem os seus propósitos gorados. Claro que não culparão o governo, mas sim os grevistas.
O governo, com a habitual insensibilidade social, está-se nas tintas e até poupa uns trocos em energia eléctrica e papel.
Os grevistas não ganham os dias de greve. O governo arrecada uns milhões de euros.
Resumindo, neste caso, a greve não afecta aqueles que se querem afectar, mas os próprios grevistas e o Povo, que não merece, embora possa dar um grande espectáculo na comunicação social.
É portanto necessário arranjar uma forma de luta que "doa" ao governo e não prejudique os utentes.
Que tal, se em determinada semana se cumprissem estritamente as leis e os regulamentos? Como muitos são contraditórios e desadaptados da actualidade e da realidade, iria criar-se um "nó cego" que, esse sim, iria doer muito ao governo.
Se procurarmos perceber qual a génese da greve como forma de luta dos trabalhadores, somos levados à era industrial, como forma de pressionar o patronato.
Os lucros do patrão são resultado da venda da produção. Se não produzirmos, o patrão vê os seus lucros diminuídos e tentará um acordo com os trabalhadores que, embora lhe diminua eventualmente os lucros, ainda lhe deixa alguns.
Em resumo, a greve prejudica o patrão, mas poderá trazer benefícios aos trabalhadores.
Vejamos agora o caso das greves de serviços públicos. Embora o "patrão" seja o Povo, a greve é contra o "feitor da quinta", isto é, o governo.
Neste caso, os utentes dos serviços não são atendidos, o que lhes poderá acarretar grandes prejuízos. Estou a ver as pessoas de aldeias que se levantam de madrugada para irem à consulta a uma cidade, gastam uma importância considerável em transportes e vêem os seus propósitos gorados. Claro que não culparão o governo, mas sim os grevistas.
O governo, com a habitual insensibilidade social, está-se nas tintas e até poupa uns trocos em energia eléctrica e papel.
Os grevistas não ganham os dias de greve. O governo arrecada uns milhões de euros.
Resumindo, neste caso, a greve não afecta aqueles que se querem afectar, mas os próprios grevistas e o Povo, que não merece, embora possa dar um grande espectáculo na comunicação social.
É portanto necessário arranjar uma forma de luta que "doa" ao governo e não prejudique os utentes.
Que tal, se em determinada semana se cumprissem estritamente as leis e os regulamentos? Como muitos são contraditórios e desadaptados da actualidade e da realidade, iria criar-se um "nó cego" que, esse sim, iria doer muito ao governo.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
A outra vertente do acidente
Hoje a notícia é o acidente da A-23, com todo o rol de desgraças que envolve e que a comunicação não deixa esquecer, aproveitando todos os pormenores para ganhar audiências, o mesmo se prometendo com a romaria dos políticos.
No entanto, há um aspecto de que ninguém fala e que demonstra o verdadeiro drama de centenas, ou milhares, de pessoas que diariamente se arriscam a estar envolvidas em acontecimentos destes, como foi o caso.
Refiro-me à condutora do veículo ligeiro envolvido no acidente: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=303121
Uma jovem professora, com um filho de 9 meses, colocada a 137 km de casa, que tem de percorrer diariamente para garantir o seu ganha-pão.
Esta gente não aufere ajudas de custo nem subsídios de risco e, se protesta, ouve a senhora ministra, com a sensibilidade que lhe é conhecida, dizer que comecem a pensar noutra profissão.
Claro que não interessa falar nisto, parece que nem ao respectivo sindicato....
No entanto, há um aspecto de que ninguém fala e que demonstra o verdadeiro drama de centenas, ou milhares, de pessoas que diariamente se arriscam a estar envolvidas em acontecimentos destes, como foi o caso.
Refiro-me à condutora do veículo ligeiro envolvido no acidente: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=303121
Uma jovem professora, com um filho de 9 meses, colocada a 137 km de casa, que tem de percorrer diariamente para garantir o seu ganha-pão.
Esta gente não aufere ajudas de custo nem subsídios de risco e, se protesta, ouve a senhora ministra, com a sensibilidade que lhe é conhecida, dizer que comecem a pensar noutra profissão.
Claro que não interessa falar nisto, parece que nem ao respectivo sindicato....
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Falta de vergonha
Três notícias recentes fazem sobressair a falta de vergonha reinante no país, muito embora em estrito cumprimento da legalidade.
Não vou falar daquele livre que deu a vitória ao Benfica no jogo com o Paços de Ferreira. Esse, além de vergonha, foi um atropelo grosseiro à legalidade.
1 - Um professor, acusado de 20 crimes de abuso sexual de menores, mantém-se olimpicamente a dar aulas http://jn.sapo.pt/2007/11/04/policia_e_tribunais/professor_musica_pedia_sexo_a_alunas.html.
Diz-se que foi avisado pela DREN para ter cuidado. Como parece que durante os actos de que é acusado não contou anedotas sobre os governantes, tudo bem!
2 - Um senhor deputado do PS por Braga está muito indignado por ter sido nomeado, sem concurso, para um cargo de chefia num hospital um senhor que foi candidato do PSD a uma junta de freguesia http://jn.sapo.pt/2007/11/04/norte/nomeacao_hospital_levanta_duvidas_ps.html
Claro que não está indignado com a nomeação pelo PS, pelo PSD e pelo CDS, sem concurso, de elementos para cargos de direcção nos restantes hospitais. Deve ser distraído!
3 - Uma funcionária de uma junta de freguesia, visivelmente incapacitada, foi considerada apta para o serviço por mais uma junta médica da CGA. http://jn.sapo.pt/2007/11/05/norte/piaes_contesta_alta_funcionaria_junt.html
Segundo o "Primeiro Jornal" de hoje, da SIC, o sr. Ministro das Finanças, que tutela o assunto, com a atitude humanitária que lhe é peculiar, afirmou que o assunto estava em análise, mas que "a lei tinha sido estritamente cumprida". Pode a senhora em causa estar descansada. O facto de a lei estar a ser "estritamente cumprida" vai fazer com que não tenha dores e fique imediatamente apta para o trabalho. Quem sabe se ainda não irá a tempo para as competições de ginástica nos olímpicos de Pequim?
P.S. : Horas depois de escrever este post, vi no noticiário das 18H00 da SIC Notícias o sr. Ministro das Finanças afirmar que tinha dado ordens à CGA para rever a situação da senhora e à ADSE para manter a senhora em baixa médica até nova junta. Atitude acertada. Só acho estranho que seja o sr. ministro a determinar quem está de baixa médica. Que dirá a isto a sempre atenta Ordem dos Médicos?
Será que esta gente não tem vergonha na cara?
Não vou falar daquele livre que deu a vitória ao Benfica no jogo com o Paços de Ferreira. Esse, além de vergonha, foi um atropelo grosseiro à legalidade.
1 - Um professor, acusado de 20 crimes de abuso sexual de menores, mantém-se olimpicamente a dar aulas http://jn.sapo.pt/2007/11/04/policia_e_tribunais/professor_musica_pedia_sexo_a_alunas.html.
Diz-se que foi avisado pela DREN para ter cuidado. Como parece que durante os actos de que é acusado não contou anedotas sobre os governantes, tudo bem!
2 - Um senhor deputado do PS por Braga está muito indignado por ter sido nomeado, sem concurso, para um cargo de chefia num hospital um senhor que foi candidato do PSD a uma junta de freguesia http://jn.sapo.pt/2007/11/04/norte/nomeacao_hospital_levanta_duvidas_ps.html
Claro que não está indignado com a nomeação pelo PS, pelo PSD e pelo CDS, sem concurso, de elementos para cargos de direcção nos restantes hospitais. Deve ser distraído!
3 - Uma funcionária de uma junta de freguesia, visivelmente incapacitada, foi considerada apta para o serviço por mais uma junta médica da CGA. http://jn.sapo.pt/2007/11/05/norte/piaes_contesta_alta_funcionaria_junt.html
Segundo o "Primeiro Jornal" de hoje, da SIC, o sr. Ministro das Finanças, que tutela o assunto, com a atitude humanitária que lhe é peculiar, afirmou que o assunto estava em análise, mas que "a lei tinha sido estritamente cumprida". Pode a senhora em causa estar descansada. O facto de a lei estar a ser "estritamente cumprida" vai fazer com que não tenha dores e fique imediatamente apta para o trabalho. Quem sabe se ainda não irá a tempo para as competições de ginástica nos olímpicos de Pequim?
P.S. : Horas depois de escrever este post, vi no noticiário das 18H00 da SIC Notícias o sr. Ministro das Finanças afirmar que tinha dado ordens à CGA para rever a situação da senhora e à ADSE para manter a senhora em baixa médica até nova junta. Atitude acertada. Só acho estranho que seja o sr. ministro a determinar quem está de baixa médica. Que dirá a isto a sempre atenta Ordem dos Médicos?
Será que esta gente não tem vergonha na cara?
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Vergonha!
Depois de ler a notícia http://jn.sapo.pt/2007/10/21/porto/guineense_denuncia_acto_racista_plen.html, chego às seguintes conclusões:
- Depois de 33 anos de liberdade de informação, na cristianíssima Braga ainda há uma família (pelo menos uma!) de mentecaptos que julgam haver superioridade rácica ou pessoal num mundo minimamente decente. Só não lhes chamo bestas quadradas para não ofender os pobres animaizinhos que devem ter princípios superiores aos deles.
- A PSP descarta-se atrás do "Estado de Direito", argumentando com as referências jurídicas do costume.
- A ofendida perguntará, como eu ou qualquer outro menos versado nos insondáveis mistérios dos códigos jurídicos: então para que serve a Polícia?
- É óbvio que a culpada é a senhora guineense, que devia ter lido todos os Diários da República (e antes os Diários do Governo) desde o n.º 1 e ser, pelo menos, licenciada em Direito.
- Tenho vergonha!
- Depois de 33 anos de liberdade de informação, na cristianíssima Braga ainda há uma família (pelo menos uma!) de mentecaptos que julgam haver superioridade rácica ou pessoal num mundo minimamente decente. Só não lhes chamo bestas quadradas para não ofender os pobres animaizinhos que devem ter princípios superiores aos deles.
- A PSP descarta-se atrás do "Estado de Direito", argumentando com as referências jurídicas do costume.
- A ofendida perguntará, como eu ou qualquer outro menos versado nos insondáveis mistérios dos códigos jurídicos: então para que serve a Polícia?
- É óbvio que a culpada é a senhora guineense, que devia ter lido todos os Diários da República (e antes os Diários do Governo) desde o n.º 1 e ser, pelo menos, licenciada em Direito.
- Tenho vergonha!
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