quarta-feira, 23 de julho de 2008
Ajudemo-nos
Só espero que o governo, com a coerência que lhe é reconhecida, não lhes aplique uma multa por concorrência ao petróleo. Nunca se sabe....
Talvez não saiba, mas o óleo alimentar que já não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Em vez de o deitar fora, entregue-o nos restaurantes aderentes para que este seja recolhido. Além de diminuir a poluição do planeta, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social. Dê, vai ver que não dói nada.
Para participar neste projecto da AMI:
- Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível aqui;
- Distribua folhetos pelos seus colegas. Solicite estes materiais, enviando um e-mail para reciclagem@ami.org.pt;
- Divulgue esta informação no seu site ou blog, incluindo o anúncio de rádio ;
- Encaminhe este e-mail para os seus colegas.
Press release:
Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados. A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.
A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site www.ami.org.pt.
Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.
Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro. Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.
São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população.
Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados.
A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010.
As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.
Fundação AMIRua José do Patrocínio, 49 1949-008 Lisboa Tel. 218 362 100 Fax 218 362 199E-Mail: reciclagem@ami.org.pt Internet: www.ami.org.pt
terça-feira, 15 de julho de 2008
Despiques pacíficos
Era dia de feira em Vila Nova de Cerveira e a vila estava cheia de espanhóis, pois é a feira mais próxima para os lugares do outro lado do rio Minho. Depois de almoço, tomavam digestivos nas esplanadas e mitigavam o calor com umas cervejolas.
No interior de um dos cafés, um moço tocava modas do lado de cá do Minho num acordeon. Quando acabava uma moda, respondiam os espanhóis da esplanada com uma canção galega em coro. Como as gargantas estavam bem lavadas, o coro saía afinadinho.
E lá continuaram pela tarde fora naquele saudável "conflito".
Bem sei que não há problemas étnicos, porque o povo é o mesmo, embora pertença a paízes diferentes, mas que é um bom exemplo, lá isso é!
terça-feira, 24 de junho de 2008
Exemplos...
Ou seja: um militar que deu o melhor de dezenas de anos da sua vida à instituição militar e ao país é relegado como um trapo velho para a caixa das inutilidades, talvez em nome da eficiência de gestão, da moral desta sociedade de "sucesso" e outras baboseiras que nos impingem todos os dias.
Mal vai um país que trata assim aqueles que lhe deram o seu melhor!
O indivíduo que deu tal resposta, a que não chamo "senhor" por respeito a muitos SENHORES que conheço, esquece-se que, se lá chegar, vai para a mesma situação, onde certamente os do "activo" o tratarão, merecidamente, como eu não trato um cão.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Sociedade de sucesso
Revoltante, mas esclarecedor exemplo do individualista "american way of life", que nos estão a impingir desde os governos do prof. Cavaco, com a designação de "sociedade de sucesso".
Infelizmente caso semelhante já aconteceu em Lisboa com um cidadão romeno.
Se para ter sucesso é necessário perder qualquer resquício de solidariedade, esquecer a camaradagem e entrar no vale-tudo, no momento de escolher, se ainda for possível votar, EU VOTO CONTRA!
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Cartel nos combustíveis?
A conclusão foi de que não há evidências de combinação de preços, embora haja alguns paralelismos.
Claro que houve logo aqueles mal intencionados que sublinharam as conclusões com uma sonora gargalhada.
Não vejo razões para duvidar e passo a explicar:
- Não houve evidência de concertação de preços, porque as empresas petrolíferas não lavraram um acordo nesse sentido, com assinaturas reconhecidas notarialmente, o que certamente aconteceria em caso de cartelização;
- Os paralelismos são certamente devidos ao facto de os gestores das petrolíferas terem frequentado as mesmas universidades (seriam as tais...?), com os mesmos professores, o que os levou a tomar soluções semelhantes nos valores e no tempo.
Qual é a admiração?
Como fica demonstrado, com boa-fé tudo se explica, até aquela brilhante e lapalissiana conclusão de os nossos impostos não serem altos; os espanhóis é que são humilhantemente baixos.
Os espanhóis devem estar envergonhadíssimos!!!!
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Pena de morte
Muito embora a aplicação da pena de morte e da pena de Talião tenham sido práticas ao longo de vários séculos, até por povos que se diziam defensores da Fé Cristã, incluindo a própria Igreja, não há dúvida de que contrariam e ofendem gravemente a doutrina libertadora de Cristo.
Ninguém tem o direito de tirar deliberadamente a vida a um ser humano. É punir um suposto crime com outro!
Por outro lado, onde está o castigo em acabar com o sofrimento do condenado?
Se querem um castigo exemplar para quem se considera irrecuperável (acredito que os há), têm o recurso a prisão por longo tempo com trabalhos forçados. Isso tira a vontade de voltar à prisão e serve de exemplo aos outros.
sábado, 17 de maio de 2008
Fumaças e notícias
Oh senhores jornalistas! Então a incoerência dos políticos agora também é notícia? Tinha a ideia de que notícia era só o que saía da normalidade, tipo "o homem mordeu o cão".
Vou dar exemplos do que poderia ser notícia:
- A legislação de higiene e segurança no trabalho está a ser escrupulosamente aplicada em todos os organismos do Estado, incluindo forças armadas e de segurança;
- Na ASAE há alguns elementos que pensam;
- Nos tribunais está a ser aplicada Justiça, para além do simples Direito.
Outro bom exemplo de não noticiar factos normais:
Um senhor, presidente de um clube de futebol que, tendo um grande nome, vai participar na Champions League na realidade virtual, acompanhado de um capanga agrediram barbaramente um cidadão no interior de uma agência bancária.
A notícia foi dada por 2 jornais, não tendo tido importância de publicação nos restantes órgãos de comunicação social. Correcto! Atendendo à pessoa que é, nada de anormal que mereça notícia. Foi o cão que mordeu no homem.
Já se fosse o presidente de qualquer outro clube dos chamados grandes, o facto teria honras de abertura de telejornais. Correctíssimo! Nesse caso tratava-se de uma anormalidade, já que não se trata de gente do mesmo jaez.
Perceberam a diferença?
