Hoje foi um dia memorável para o sr. primeiro-ministro. Muito mais que o do "porreiro, pá!".
Tomou três atitudes absolutamente certas.
A primeira foi recuar naquela intenção idiota da divisão dos 9.8 € de aumento das reformas em 14 prestações. Fica sempre bem reconhecer os erros e emendá-los. Disse o sr. primeiro-ministro que se tratava de uma decisão do Conselho de Concertação Social. Como não me recordo de votar para a constituição de tal conselho, não me sinto minimamente representado por eles. Por mim, estão despedidos!
A segunda foi evitar-nos a chatice e a despesa de ir votar em mais um referendo.
Referendo para quê?
Qual a percentagem dos presumíveis votantes que sabe o que é o Tratado de Lisboa?
Da esmagadora maioria que não sabe, qual a percentagem dos que têm capacidade para perceber a linguagem hermética do tratado?
Claro que viriam logo os políticos dos dois lados (sim e não) tentar, em exercício de caciquismo, explicar o que se passa.
Qual a percentagem dos portugueses que ainda acredita nos políticos?
Teríamos assim que a grande maioria dos poucos que se dispusessem a ir votar não saberia muito bem o que estava a fazer.
Por outro lado, elegemos, e estamos a pagar, a mais de duas centenas de senhores políticos (os deputados) que têm obrigação de saber destas coisas (será que sabem?) e decidir em conformidade. Se é para sermos nós a decidir, escusam de lá estar...
A terceira atitude certa, foi, relativamente à nomeação para a administração de Caixa Geral de Depósitos, afirmar que o governo não faz nomeações por referência partidária, mas por mérito.
Não posso aplaudir mais.
Claro que, por coerência, o mesmo se estenderá às nomeações para dirigentes da Administração Pública, incluindo hospitais E.P.E.
Parabéns, sr. primeiro-ministro!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Sacanice
Desta vez não vou falar do ministério da Estatística, desculpem, da Saúde. O sr. ministro fala tanto em estatísticas, que me fugiu a tecla para a verdade.
Desta vez, dentro do espírito didático deste blogue, quero explicar o significado da palavra "sacanice", que não sei se faz parte do vocabulário oficial.
Como para a compreensão de um conceito não há nada como um exemplo explicativo, cá vai.
O governo decidiu que, a partir do fim do ano passado, os aumentos dos pensionistas do regime geral passassem a ser efectuados em Janeiro, e não em Dezembro como era habitual. Até aqui, muito natural que se fizesse coincidir os novos valores com o início do ano. De resto, tenho a impressão que a anterior esolha de Dezembro teve algo a ver com demagogia, há uns anos atrás.
Como, no regime anterior, pagavam o mês de Dezembro e o subsídio de Natal já com o aumento, decidiram pagar os valores correspondentes, como era de justiça, já este ano. Certo, justo e digno de aplauso.
Hoje foi anunciado que o valor correspondente ao aumento do mês de Dezembro e subsídio de Natal iria ser pago em 14 prestações. Fiquei estupefacto, até porque se trataria de uns míseros 12 €, em média.
Veio um senhor à TV, com ar de inteligência sobredotada, explicar aos menos dotados que tinham tomada essa opção para que os pensionistas, recebendo esse substancial aumento em Janeiro, não estranhassem em Fevereiro a baixa de rendimento. Fiquei pasmado!
Depois, ainda disseram que, outra vantagem, era a de forçar poupanças por parte dos reformados. Fiquei revoltado!
Depois compreendi. Os reformados, recebendo aquele balúrdio, podiam perder a cabeça e comprar carros de alta gama, férias em paraisos tropicais e outras loucuras, caindo no temível sobreendividamento da classe média. Mesmo assim, com os 70 cêntimos que lhes vão dar mensalmente.... há por aí umas agências de viagens.....!
Perceberam em que consiste uma sacanice?
Já agora, a título de exercício, são capazes de descobrir que nome se deve chamar aos senhores que pensaram esta medida e não tiveram vergonha de a publicar?
Desta vez, dentro do espírito didático deste blogue, quero explicar o significado da palavra "sacanice", que não sei se faz parte do vocabulário oficial.
Como para a compreensão de um conceito não há nada como um exemplo explicativo, cá vai.
O governo decidiu que, a partir do fim do ano passado, os aumentos dos pensionistas do regime geral passassem a ser efectuados em Janeiro, e não em Dezembro como era habitual. Até aqui, muito natural que se fizesse coincidir os novos valores com o início do ano. De resto, tenho a impressão que a anterior esolha de Dezembro teve algo a ver com demagogia, há uns anos atrás.
Como, no regime anterior, pagavam o mês de Dezembro e o subsídio de Natal já com o aumento, decidiram pagar os valores correspondentes, como era de justiça, já este ano. Certo, justo e digno de aplauso.
Hoje foi anunciado que o valor correspondente ao aumento do mês de Dezembro e subsídio de Natal iria ser pago em 14 prestações. Fiquei estupefacto, até porque se trataria de uns míseros 12 €, em média.
Veio um senhor à TV, com ar de inteligência sobredotada, explicar aos menos dotados que tinham tomada essa opção para que os pensionistas, recebendo esse substancial aumento em Janeiro, não estranhassem em Fevereiro a baixa de rendimento. Fiquei pasmado!
Depois, ainda disseram que, outra vantagem, era a de forçar poupanças por parte dos reformados. Fiquei revoltado!
Depois compreendi. Os reformados, recebendo aquele balúrdio, podiam perder a cabeça e comprar carros de alta gama, férias em paraisos tropicais e outras loucuras, caindo no temível sobreendividamento da classe média. Mesmo assim, com os 70 cêntimos que lhes vão dar mensalmente.... há por aí umas agências de viagens.....!
Perceberam em que consiste uma sacanice?
Já agora, a título de exercício, são capazes de descobrir que nome se deve chamar aos senhores que pensaram esta medida e não tiveram vergonha de a publicar?
Hipócrates e hipócritas
O governo francês veio hoje afirmar que nada teve a ver com o cancelamento do rali Dakar, imputando toda a responsabilidade à organização.
Segundo a comunicação social, o governo francês desaconselhou vivamente as viagens dos franceses através da Mauritânia, o que provocou que a companhia fornecedora dos combustíveis (francesa) cancelasse os abastecimentos e as companhias de seguros cancelassem os seguros da prova. Perante isto, como os carros não andam sem combustível e é impensável uma realização daquela dimensão sem seguros, a organização teve de cancelar o rali.
Claro que o governo francês não teve nada a ver com o assunto!
Foi ontem publicado um decreto-lei que pune as escolas que não dêem prioridade de matrícula a alunos com necessidades especiais.
Na semana passada foi noticiada a rescisão apressada dos contratos a professores que acompanhavam essas crianças há anos.
Suponho que o ministério seja o mesmo...
Estou a assistir ao "Prós e Contras" sobre as urgências.
Tudo isto me leva a crer que, do mesmo modo que os médicos fazem o juramento de Hipócrates, os políticos devem fazer o juramento de hipócritas.
Segundo a comunicação social, o governo francês desaconselhou vivamente as viagens dos franceses através da Mauritânia, o que provocou que a companhia fornecedora dos combustíveis (francesa) cancelasse os abastecimentos e as companhias de seguros cancelassem os seguros da prova. Perante isto, como os carros não andam sem combustível e é impensável uma realização daquela dimensão sem seguros, a organização teve de cancelar o rali.
Claro que o governo francês não teve nada a ver com o assunto!
Foi ontem publicado um decreto-lei que pune as escolas que não dêem prioridade de matrícula a alunos com necessidades especiais.
Na semana passada foi noticiada a rescisão apressada dos contratos a professores que acompanhavam essas crianças há anos.
Suponho que o ministério seja o mesmo...
Estou a assistir ao "Prós e Contras" sobre as urgências.
Tudo isto me leva a crer que, do mesmo modo que os médicos fazem o juramento de Hipócrates, os políticos devem fazer o juramento de hipócritas.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
A fúria anti-tabágica
Antes de mais, e em jeito de declaração de interesses, devo dizer que deixei de fumar há 8 meses, mas recuso os fundamentalismos dos "convertidos" ao não tabagismo.
Na discussão que se gerou acerca da nova lei anti-tabágica, parece-me que há grossas asneiras de parte a parte, especialmente no que se refere à discussão entre os proprietários de estabelecimentos de restauração e o governo.
Os estabelecimentos tiveram 1 ano para se adaptarem e estudarem a melhor saída para a situação. Em muitos países vi soluções há mais de 10 anos. Desde restaurantes com salas para fumadores e não fumadores, até hotéis com andares diferentes para cada situação. Não há portanto nada a inventar, bastando estudar um pouco e adaptar as soluções que outros já encontraram. Assim, não há razões para estarem com dúvidas a uma semana da entrada em vigor da lei.
Por parte do governo, a falta de explicações e arrogância do costume. Ainda hoje vi um comunicado da Direcção-Geral da Saúde, em que se afirmava que, não havendo uma solução eficaz para a extracção total de fumos das salas de fumadores, nem características de equipamentos de extracção aprovadas, se recorria a uma complicada medição da qualidade do ar. Também houve muito tempo para definirem os sistemas de extracção de fumos.
Infelizmente já estamos habituados ao atabalhoamento legislativo. Ainda hoje foram também noticiadas as dúvidas quanto às cadeirinhas para crianças em transportes (a exclusão das viaturas das autarquias e transportes colectivos tem um piadão. Estes não podem ter acidentes? E a segurança das crianças?) e quanto aos exames necessários para a renovação da carta de condução a partir de 1 de Janeiro (faltam 4 dias!).
Com a praxis a que nos habituaram, não me admira que, 30 minutos depois da passagem de ano, apareçam os embuçados da ASAE a apontarem a shotgun à cabeça do pacato cidadão que está a festejar e a fumar o charutito da ordem.
Já que se trata de fundamentalismo defensivo da saúde pública, por que não as autoridades da saúde darem uma inspecção às salas de espera das consultas e urgências dos centros de saúde e hospitais, sem o mínimo de ventilação e onde uma pessoa pode entrar com uma simples dor nas costas e sair com várias e graves doenças de transmissão aérea? Se quiserem mesmo saber de alguns, leiam os relatórios de conforto dos hospitais S.A. referentes a 2004. Estão no site dos hospitais E.P.E.. http://www.hospitaisepe.min-saude.pt/Comunicacao_Actualidade/Biblioteca_Online/com_servico_utente/Programa_Conforto_Hospitais.htm
É que assim já não os podiam acusar de hipocrisia!
Na discussão que se gerou acerca da nova lei anti-tabágica, parece-me que há grossas asneiras de parte a parte, especialmente no que se refere à discussão entre os proprietários de estabelecimentos de restauração e o governo.
Os estabelecimentos tiveram 1 ano para se adaptarem e estudarem a melhor saída para a situação. Em muitos países vi soluções há mais de 10 anos. Desde restaurantes com salas para fumadores e não fumadores, até hotéis com andares diferentes para cada situação. Não há portanto nada a inventar, bastando estudar um pouco e adaptar as soluções que outros já encontraram. Assim, não há razões para estarem com dúvidas a uma semana da entrada em vigor da lei.
Por parte do governo, a falta de explicações e arrogância do costume. Ainda hoje vi um comunicado da Direcção-Geral da Saúde, em que se afirmava que, não havendo uma solução eficaz para a extracção total de fumos das salas de fumadores, nem características de equipamentos de extracção aprovadas, se recorria a uma complicada medição da qualidade do ar. Também houve muito tempo para definirem os sistemas de extracção de fumos.
Infelizmente já estamos habituados ao atabalhoamento legislativo. Ainda hoje foram também noticiadas as dúvidas quanto às cadeirinhas para crianças em transportes (a exclusão das viaturas das autarquias e transportes colectivos tem um piadão. Estes não podem ter acidentes? E a segurança das crianças?) e quanto aos exames necessários para a renovação da carta de condução a partir de 1 de Janeiro (faltam 4 dias!).
Com a praxis a que nos habituaram, não me admira que, 30 minutos depois da passagem de ano, apareçam os embuçados da ASAE a apontarem a shotgun à cabeça do pacato cidadão que está a festejar e a fumar o charutito da ordem.
Já que se trata de fundamentalismo defensivo da saúde pública, por que não as autoridades da saúde darem uma inspecção às salas de espera das consultas e urgências dos centros de saúde e hospitais, sem o mínimo de ventilação e onde uma pessoa pode entrar com uma simples dor nas costas e sair com várias e graves doenças de transmissão aérea? Se quiserem mesmo saber de alguns, leiam os relatórios de conforto dos hospitais S.A. referentes a 2004. Estão no site dos hospitais E.P.E.. http://www.hospitaisepe.min-saude.pt/Comunicacao_Actualidade/Biblioteca_Online/com_servico_utente/Programa_Conforto_Hospitais.htm
É que assim já não os podiam acusar de hipocrisia!
Natal e natal
Desde tempos imemoriais, muito anteriores a Cristo, que, no hemisfério norte, se comemora a festa do solstício de inverno, quando os dias começam e crescer e se inicia novo ciclo da natureza.
Por exemplo, os chineses fazem a comemoração a 22 de Dezembro, com uma festa de unidade da família, muito semelhante ao Natal europeu.
A Igreja Católica, aproveitando a festa, estabeleceu que ela comemoraria o nascimento de Cristo, a 25 de Dezembro. Parece que a data é insustentável em termos históricos, mas não é por aí que vem mal ao mundo. A 2.000 anos de distância ninguém se preocupa com precisões de datas, importando, isso sim, o seu significado.
E o significado, concorde-se ou não, é a doutrina de unidade e irmandade de todos os seres, tão bem defendida por S. Francisco, baseada na humildade e na integração num todo universal.
Com base nessa doutrina, o Natal seria somente a festa simbólica da confirmação de uma vivência de irmandade e solidariedade permanentes.
Ao contrário de toda essa doutrina, desenvolveu-se o natal, época de consumismo obrigatório e desenfreado, que começa cada vez mais cedo. Este ano, já se viam apelos ao consumo natalício em Novembro.
A festa, de simbólica de uma situação habitual, passou a ser a quase única ocasião de solidariedade, muita dela exibicionista e propagandística de preocupação anual com os "pobrezinhos".
Por isso, sou cada vez mais defensor do Natal no sentido franciscano, e menos do natal do velho da Coca-Cola.
Por exemplo, os chineses fazem a comemoração a 22 de Dezembro, com uma festa de unidade da família, muito semelhante ao Natal europeu.
A Igreja Católica, aproveitando a festa, estabeleceu que ela comemoraria o nascimento de Cristo, a 25 de Dezembro. Parece que a data é insustentável em termos históricos, mas não é por aí que vem mal ao mundo. A 2.000 anos de distância ninguém se preocupa com precisões de datas, importando, isso sim, o seu significado.
E o significado, concorde-se ou não, é a doutrina de unidade e irmandade de todos os seres, tão bem defendida por S. Francisco, baseada na humildade e na integração num todo universal.
Com base nessa doutrina, o Natal seria somente a festa simbólica da confirmação de uma vivência de irmandade e solidariedade permanentes.
Ao contrário de toda essa doutrina, desenvolveu-se o natal, época de consumismo obrigatório e desenfreado, que começa cada vez mais cedo. Este ano, já se viam apelos ao consumo natalício em Novembro.
A festa, de simbólica de uma situação habitual, passou a ser a quase única ocasião de solidariedade, muita dela exibicionista e propagandística de preocupação anual com os "pobrezinhos".
Por isso, sou cada vez mais defensor do Natal no sentido franciscano, e menos do natal do velho da Coca-Cola.
sábado, 22 de dezembro de 2007
O insucesso da matemática
O governo decidiu que os funcionários públicos (espero que não atinja os reformados) passem a descontar mais 1% sobre o seu vencimento para terem direito ao subsídio de desemprego, ficando assim em igualdade com os restantes trabalhadores.
Ora, fazendo contas muito simples, temos que os funcionários passam a descontar:
- 10% para a Caixa Geral de Aposentações (reforma)
- 1.5% para a ADSE (saúde)
- 1% para o Fundo de Desemprego
Tudo isto totaliza 12.5%.
Os trabalhadores privados descontam 11% para Taxa Social Única, englobando todos os benefícios acima indicados para os funcionários.
Se o governo diz que passa a haver igualdade, defenderá que 11% = 12.5%, donde se conclui que os defensores da ideia devem ter feito o curso naquelas universidades que a gente sabe....
Ora, fazendo contas muito simples, temos que os funcionários passam a descontar:
- 10% para a Caixa Geral de Aposentações (reforma)
- 1.5% para a ADSE (saúde)
- 1% para o Fundo de Desemprego
Tudo isto totaliza 12.5%.
Os trabalhadores privados descontam 11% para Taxa Social Única, englobando todos os benefícios acima indicados para os funcionários.
Se o governo diz que passa a haver igualdade, defenderá que 11% = 12.5%, donde se conclui que os defensores da ideia devem ter feito o curso naquelas universidades que a gente sabe....
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Implicações filosóficas da pocilga
A notícia http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1314473&idCanal=59 revolta qualquer alma medianamente bem formada, o que parece não acontecer com as instituições que deviam cuidar destas coisas.
Argumentam os responsáveis da Direcção-Geral de Veterinária e veterinária municipal que "a ilegalidade da suinicultura era conhecida desde 2000. Cabe à DGV legalizar as explorações. Mas este caso, não tendo nunca sido legalizado, “não tinha de fechar”, disse Lopes Jorge" e que "Nunca foi mandada fechar porque, oficialmente, nunca abriu.”
Como é que mentes tão brilhantes andam a caçar porcos e não estão em estudos científicos do mais alto nível!? Demonstram uma inteligência quase tão alta como a do sr. Bush!
A sr.ª veterinária ainda informa que aquela exploração vendia animais para consumo. Com que legalidade? A omnipresente ASAE não sabia? Isso não é crime contra a saúde pública?
Além disso, parece um insulto ao Exército. Então manda-se uma unidade altamente especializada para intervir numa instalação que não existe?
E alguém se preocupa com o bem-estar dos animais da outra unidade abandonada pelo mesmo dono? Estão à espera que aconteça o mesmo?
Agora só falta que o dono processe toda aquela gente por invasão de propriedade e seja devidamente indemnizado!
É ridículo, mas parece estar conforme com o "direito"!
Argumentam os responsáveis da Direcção-Geral de Veterinária e veterinária municipal que "a ilegalidade da suinicultura era conhecida desde 2000. Cabe à DGV legalizar as explorações. Mas este caso, não tendo nunca sido legalizado, “não tinha de fechar”, disse Lopes Jorge" e que "Nunca foi mandada fechar porque, oficialmente, nunca abriu.”
Como é que mentes tão brilhantes andam a caçar porcos e não estão em estudos científicos do mais alto nível!? Demonstram uma inteligência quase tão alta como a do sr. Bush!
A sr.ª veterinária ainda informa que aquela exploração vendia animais para consumo. Com que legalidade? A omnipresente ASAE não sabia? Isso não é crime contra a saúde pública?
Além disso, parece um insulto ao Exército. Então manda-se uma unidade altamente especializada para intervir numa instalação que não existe?
E alguém se preocupa com o bem-estar dos animais da outra unidade abandonada pelo mesmo dono? Estão à espera que aconteça o mesmo?
Agora só falta que o dono processe toda aquela gente por invasão de propriedade e seja devidamente indemnizado!
É ridículo, mas parece estar conforme com o "direito"!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
O pânico da insegurança
Nos últimos dias a comunicação social tem dado a imagem de que o país entrou em pânico por causa de umas escaramuças entre mafiosos da noite.
Até na que devia ser circunspecta Assembleia da República, os deputados dos PSD e do CDS esvoaçavam e cacarejavam mais que as galinhas da minha amiga Cristina quando entrou uma cria de milhafre lá no quintal. Dizem que os velhos (agora diz-se séniors) têm medo de sair à rua, as criancinhas estão amedrontadas em casa, as pessoas deslocam-se agachadas por trás dos muros... Enfim, qualquer coisa como Chicago nos tempos do Al Capone.
Assentada toda esta poeira comunicacional (a Maddie já não rende e as histórias das meninas adoptadas estão por pouco!) e politiqueira, há que ter calma e reduzir as coisas às devidas proporções.
Parece que há uns ajustes de contas entre grupos mais ou menos mafiosos. Ora isto acontece em circuito fechado, não afectando os estranhos ao meio, a menos que haja incompetência nos atiradores.
Situação semelhante é normal há muitos anos em Macau, que não deixa, por isso, de ser uma cidade muito mais segura para o pacato cidadão que qualquer vilória de Portugal. Uma senhora pode andar livremente na rua a qualquer hora do dia ou da noite, sem que alguém se atreva sequer a dirigir-lhe a palavra. Às vezes lá dão umas facadas ou uns tiros num rival, mas, como é serviço de profissionais, ninguém mais é atingido. Não há danos colaterais. São mais eficientes que os americanos no Iraque ou os israelitas na Palestina!
Por esse lado, não há portanto razões para o pânico que se quer estabelecer.
Perigosos, sim, são os bandos de miúdos armados e com medo (talvez mais que as vítimas). Esses, com o medo, podem disparar mesmo a sério e sem profissionalismo. Frente a esses, nada de armar em herói, pois não há nada mais inútil que um herói morto.
Claro que devemos tomar as nossas precauções contra esses criminosos "baratos", mas não há razões para viver em terror e, muito menos, em pânico.
Até na que devia ser circunspecta Assembleia da República, os deputados dos PSD e do CDS esvoaçavam e cacarejavam mais que as galinhas da minha amiga Cristina quando entrou uma cria de milhafre lá no quintal. Dizem que os velhos (agora diz-se séniors) têm medo de sair à rua, as criancinhas estão amedrontadas em casa, as pessoas deslocam-se agachadas por trás dos muros... Enfim, qualquer coisa como Chicago nos tempos do Al Capone.
Assentada toda esta poeira comunicacional (a Maddie já não rende e as histórias das meninas adoptadas estão por pouco!) e politiqueira, há que ter calma e reduzir as coisas às devidas proporções.
Parece que há uns ajustes de contas entre grupos mais ou menos mafiosos. Ora isto acontece em circuito fechado, não afectando os estranhos ao meio, a menos que haja incompetência nos atiradores.
Situação semelhante é normal há muitos anos em Macau, que não deixa, por isso, de ser uma cidade muito mais segura para o pacato cidadão que qualquer vilória de Portugal. Uma senhora pode andar livremente na rua a qualquer hora do dia ou da noite, sem que alguém se atreva sequer a dirigir-lhe a palavra. Às vezes lá dão umas facadas ou uns tiros num rival, mas, como é serviço de profissionais, ninguém mais é atingido. Não há danos colaterais. São mais eficientes que os americanos no Iraque ou os israelitas na Palestina!
Por esse lado, não há portanto razões para o pânico que se quer estabelecer.
Perigosos, sim, são os bandos de miúdos armados e com medo (talvez mais que as vítimas). Esses, com o medo, podem disparar mesmo a sério e sem profissionalismo. Frente a esses, nada de armar em herói, pois não há nada mais inútil que um herói morto.
Claro que devemos tomar as nossas precauções contra esses criminosos "baratos", mas não há razões para viver em terror e, muito menos, em pânico.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Coincidências fantásticas
Alguém do Ministério das Finanças decidiu que os aposentados descontariam para a ADSE nas pensões correspondentes aos 13.º e 14.º meses, o que não se passa com os funcionários do activo. Perguntado, pelas organizações sindicais, se esse procedimento ia ser estendido aos funcionários do activo, um sr. secretário de estado disse "nem pensar! A redacção referente aos subsídios não é a mesma para os pensionistas e funcionários do activo". Isto é: alguém, certamente muito bem pago, andou a escabichar os textos legais a procurar onde poderia sacar mais uns trocos.
Uma comissária da PSP disse ontem num programa televisivo que uma das técnicas dos assaltantes era mandarem miúdos tocar às campainhas à procura de casas onde não estivesse ninguém, onde seria mais fácil o assalto.
Ontem foi notícia de relevo a intenção do governo de impôr um imposto de 0.05 € por cada saco de plástico fornecido nas lojas. Claro que a notícia gerou uma série de reacções pouco favoráveis à ideia, até porque as lojas já pagam uma taxa para a reciclagem (seria um imposto duplo, como o IVA sobre o IA), e lá apareceu um sr. secretário de estado (outro...) a dizer que nada disso, que se tratou somente de uma pergunta ao comércio e que a ideia já tinha sido abandonada há semanas.
Uma das técnicas de esquiva dos carteiristas quando são pressentidos é dizerem: "desculpe! Desiquilibrei-me e meti-lhe a mão no bolso por engano".
Hoje foi a ideia da ERSE de fazer os consumidores pagarem os novos contadores com telecontagem, que evitam às fornecedoras pagarem aos funcionários da leitura. Era como se o Jumbo quisesse que pagássemos uma taxa pela utilização das novas caixas self-pay, que lhes poupam pessoal.
Soube-se também hoje que, à luz da nova legislação criminal, os criminosos que não sejam apanhados em flagrante, não podem ser detidos. O polícia tem do os convidar a comparecer no tribunal em determinado dia e hora (não sei se o convite terá de ser formal e com letras douradas!). Só se declinarem o amável convite é que poderão ser detidos.
Há muitos anos, um oficial da GNR explicou-me que as leis são feitas pelos poderosos para manterem o poder.
Há coincidências fantásticas.... Não há?
Uma comissária da PSP disse ontem num programa televisivo que uma das técnicas dos assaltantes era mandarem miúdos tocar às campainhas à procura de casas onde não estivesse ninguém, onde seria mais fácil o assalto.
Ontem foi notícia de relevo a intenção do governo de impôr um imposto de 0.05 € por cada saco de plástico fornecido nas lojas. Claro que a notícia gerou uma série de reacções pouco favoráveis à ideia, até porque as lojas já pagam uma taxa para a reciclagem (seria um imposto duplo, como o IVA sobre o IA), e lá apareceu um sr. secretário de estado (outro...) a dizer que nada disso, que se tratou somente de uma pergunta ao comércio e que a ideia já tinha sido abandonada há semanas.
Uma das técnicas de esquiva dos carteiristas quando são pressentidos é dizerem: "desculpe! Desiquilibrei-me e meti-lhe a mão no bolso por engano".
Hoje foi a ideia da ERSE de fazer os consumidores pagarem os novos contadores com telecontagem, que evitam às fornecedoras pagarem aos funcionários da leitura. Era como se o Jumbo quisesse que pagássemos uma taxa pela utilização das novas caixas self-pay, que lhes poupam pessoal.
Soube-se também hoje que, à luz da nova legislação criminal, os criminosos que não sejam apanhados em flagrante, não podem ser detidos. O polícia tem do os convidar a comparecer no tribunal em determinado dia e hora (não sei se o convite terá de ser formal e com letras douradas!). Só se declinarem o amável convite é que poderão ser detidos.
Há muitos anos, um oficial da GNR explicou-me que as leis são feitas pelos poderosos para manterem o poder.
Há coincidências fantásticas.... Não há?
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Cuidado!
A notícia http://dn.sapo.pt/2007/12/04/sociedade/ordem_fala_violencia_psicologica_ama.html dá muito que pensar.
Longe de mim imaginar isto a acontecer num qualquer hospital E.P.E., mas outros poderão imaginar e tentar...
O que me admira é a impunidade com que estas coisas acontecem. Há relatórios, pareceres, tribunais, mas ninguém dá um murro na mesa (ou nos cornos de alguém) e muda a situação.
Então para que serve a firmeza arrogante do sr. ministro?
Imaginem-se no lugar da vítima e a ouvirem "consolações" jurídicas, legais, moralistas e outras...
Longe de mim imaginar isto a acontecer num qualquer hospital E.P.E., mas outros poderão imaginar e tentar...
O que me admira é a impunidade com que estas coisas acontecem. Há relatórios, pareceres, tribunais, mas ninguém dá um murro na mesa (ou nos cornos de alguém) e muda a situação.
Então para que serve a firmeza arrogante do sr. ministro?
Imaginem-se no lugar da vítima e a ouvirem "consolações" jurídicas, legais, moralistas e outras...
sábado, 1 de dezembro de 2007
A crise da verticalidade
Dia de greve da Função Pública (agora parece que se diz "emprego público"). O governo e o coro do PS afadigam-se a mostrar verticalidade e firmeza perante as pretensões dos trabalhadores. Queremos, podemos e mandamos!
Ao mesmo tempo vê-se deputados do PSD e do CDS, que ainda há 2 anos, insultavam os funcionários de tudo quanto havia de pior, virem agora na pele de grandes defensores dos ofendidos trabalhadores. Verticalidade flácida e falta de vergonha na cara!
No mesmo dia, lê-se a notícia http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=310780&visual=26&rss=0
É a vez do coro do PS, do PSD e do CDS demonstrarem a mais perfeita falta de verticalidade e sentido nacional.
Talvez seja para agradecerem ao sr. Bush a posição de não querer o ensino do Português nas escolas americanas.
De facto, dado o conhecido gabarito intelectual do senhor em causa, devemos estar gratos por não querer misturar-se connosco. Vade retro!
Ao mesmo tempo vê-se deputados do PSD e do CDS, que ainda há 2 anos, insultavam os funcionários de tudo quanto havia de pior, virem agora na pele de grandes defensores dos ofendidos trabalhadores. Verticalidade flácida e falta de vergonha na cara!
No mesmo dia, lê-se a notícia http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=310780&visual=26&rss=0
É a vez do coro do PS, do PSD e do CDS demonstrarem a mais perfeita falta de verticalidade e sentido nacional.
Talvez seja para agradecerem ao sr. Bush a posição de não querer o ensino do Português nas escolas americanas.
De facto, dado o conhecido gabarito intelectual do senhor em causa, devemos estar gratos por não querer misturar-se connosco. Vade retro!
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Ainda o acidente da A-23
De tudo aquilo que foi noticiado acerca do acidente, há um aspecto que, embora não tenha impacto mediático, deve ser realçado - o funcionamento do sistema de socorro.
Os socorros apareceram em tempo útil e quantidade e qualidade suficientes. A PSP e GNR abriram corredores de emergência até aos hospitais de evacuação. Nos hospitais foram tomadas as medidas adequadas, afastando os meios de comunicação social para local onde não estorvassem a actividade assistencial.
Há um aspecto, noticiado por uma das TVs, que não deve passar em claro: os funcionários do Hospital de Castelo Branco (os mesmos que os governos, desde 2002, querem demonstrar serem uma malandragem que não quer trabalhar e que só com "chicote e cenoura" funciona) apresentaram-se voluntariamente nos seus locais de trabalho para tornarem possível a eficácia da assistência. Certamente que não estavam em regime de prevenção e duvido que exijam o pagamento do trabalho prestado.
É uma coisa que os senhores políticos nunca serão capazes de perceber. Há quem tenha sentimentos e não trabalhe exclusivamente por dinheiro!
Não sendo caso para parabéns, uma vez que não se trata de um acto festivo, devemos prestar o nosso reconhecimento a todos que prestaram o socorro e aos que o coordenaram e que prepararam os planos de emergência, já que uma acção destas não resulta de improvisos.
Os socorros apareceram em tempo útil e quantidade e qualidade suficientes. A PSP e GNR abriram corredores de emergência até aos hospitais de evacuação. Nos hospitais foram tomadas as medidas adequadas, afastando os meios de comunicação social para local onde não estorvassem a actividade assistencial.
Há um aspecto, noticiado por uma das TVs, que não deve passar em claro: os funcionários do Hospital de Castelo Branco (os mesmos que os governos, desde 2002, querem demonstrar serem uma malandragem que não quer trabalhar e que só com "chicote e cenoura" funciona) apresentaram-se voluntariamente nos seus locais de trabalho para tornarem possível a eficácia da assistência. Certamente que não estavam em regime de prevenção e duvido que exijam o pagamento do trabalho prestado.
É uma coisa que os senhores políticos nunca serão capazes de perceber. Há quem tenha sentimentos e não trabalhe exclusivamente por dinheiro!
Não sendo caso para parabéns, uma vez que não se trata de um acto festivo, devemos prestar o nosso reconhecimento a todos que prestaram o socorro e aos que o coordenaram e que prepararam os planos de emergência, já que uma acção destas não resulta de improvisos.
Legalidades....
Foi noticiado que a GNR de Oliveira de Frades notificou os Bombeiros Voluntários locais de que não poderiam tocar a sirene de alerta durante a noite, porque infringia a lei do ruído, tendo havido queixas de habitantes.
Os bombeiros não têm outra maneira de alertar os voluntários para uma emergência. Pode ser o sucedâneo do medieval sino a rebate, mas é o que há!
Pessoalmente, defendo que os bombeiros devem ser estatais, como a PSP ou a GNR, sendo os voluntários, a existirem, meramente complementares.
A GNR cumpre o seu dever, aplicando estritamente os preceitos legais. Há uns anos, um capitão da BT da GNR opinou para uma TV que a "tolerância zero" não era solução para a sinistralidade rodoviária. Logo o ministro da Administração Interna da época veio dizer que "um capitão da GNR é pago para cumprir a lei e não para pensar". Ficamos esclarecidos...
Não me admira que a lei fosse traduzida automaticamente de um país onde nem se admita a hipótese de os bombeiros serem voluntários. Recentemente, perante as constantes emendas ao Código do Processo Penal, com expressão em Francês e Inglês, fico com as mais sérias dúvidas...
Consequências do "estado de direito"....
Os bombeiros não têm outra maneira de alertar os voluntários para uma emergência. Pode ser o sucedâneo do medieval sino a rebate, mas é o que há!
Pessoalmente, defendo que os bombeiros devem ser estatais, como a PSP ou a GNR, sendo os voluntários, a existirem, meramente complementares.
A GNR cumpre o seu dever, aplicando estritamente os preceitos legais. Há uns anos, um capitão da BT da GNR opinou para uma TV que a "tolerância zero" não era solução para a sinistralidade rodoviária. Logo o ministro da Administração Interna da época veio dizer que "um capitão da GNR é pago para cumprir a lei e não para pensar". Ficamos esclarecidos...
Não me admira que a lei fosse traduzida automaticamente de um país onde nem se admita a hipótese de os bombeiros serem voluntários. Recentemente, perante as constantes emendas ao Código do Processo Penal, com expressão em Francês e Inglês, fico com as mais sérias dúvidas...
Consequências do "estado de direito"....
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
A greve na Função Pública
Quando já se anuncia mais uma greve, como expressão do mais que justificado protesto dos funcionários perante um governo prepotente e insensível, venho fazer uma reflexão sobre a utilidade desta forma de luta no caso da Função Pública e de outros sectores de serviços de utilidade social.
Se procurarmos perceber qual a génese da greve como forma de luta dos trabalhadores, somos levados à era industrial, como forma de pressionar o patronato.
Os lucros do patrão são resultado da venda da produção. Se não produzirmos, o patrão vê os seus lucros diminuídos e tentará um acordo com os trabalhadores que, embora lhe diminua eventualmente os lucros, ainda lhe deixa alguns.
Em resumo, a greve prejudica o patrão, mas poderá trazer benefícios aos trabalhadores.
Vejamos agora o caso das greves de serviços públicos. Embora o "patrão" seja o Povo, a greve é contra o "feitor da quinta", isto é, o governo.
Neste caso, os utentes dos serviços não são atendidos, o que lhes poderá acarretar grandes prejuízos. Estou a ver as pessoas de aldeias que se levantam de madrugada para irem à consulta a uma cidade, gastam uma importância considerável em transportes e vêem os seus propósitos gorados. Claro que não culparão o governo, mas sim os grevistas.
O governo, com a habitual insensibilidade social, está-se nas tintas e até poupa uns trocos em energia eléctrica e papel.
Os grevistas não ganham os dias de greve. O governo arrecada uns milhões de euros.
Resumindo, neste caso, a greve não afecta aqueles que se querem afectar, mas os próprios grevistas e o Povo, que não merece, embora possa dar um grande espectáculo na comunicação social.
É portanto necessário arranjar uma forma de luta que "doa" ao governo e não prejudique os utentes.
Que tal, se em determinada semana se cumprissem estritamente as leis e os regulamentos? Como muitos são contraditórios e desadaptados da actualidade e da realidade, iria criar-se um "nó cego" que, esse sim, iria doer muito ao governo.
Se procurarmos perceber qual a génese da greve como forma de luta dos trabalhadores, somos levados à era industrial, como forma de pressionar o patronato.
Os lucros do patrão são resultado da venda da produção. Se não produzirmos, o patrão vê os seus lucros diminuídos e tentará um acordo com os trabalhadores que, embora lhe diminua eventualmente os lucros, ainda lhe deixa alguns.
Em resumo, a greve prejudica o patrão, mas poderá trazer benefícios aos trabalhadores.
Vejamos agora o caso das greves de serviços públicos. Embora o "patrão" seja o Povo, a greve é contra o "feitor da quinta", isto é, o governo.
Neste caso, os utentes dos serviços não são atendidos, o que lhes poderá acarretar grandes prejuízos. Estou a ver as pessoas de aldeias que se levantam de madrugada para irem à consulta a uma cidade, gastam uma importância considerável em transportes e vêem os seus propósitos gorados. Claro que não culparão o governo, mas sim os grevistas.
O governo, com a habitual insensibilidade social, está-se nas tintas e até poupa uns trocos em energia eléctrica e papel.
Os grevistas não ganham os dias de greve. O governo arrecada uns milhões de euros.
Resumindo, neste caso, a greve não afecta aqueles que se querem afectar, mas os próprios grevistas e o Povo, que não merece, embora possa dar um grande espectáculo na comunicação social.
É portanto necessário arranjar uma forma de luta que "doa" ao governo e não prejudique os utentes.
Que tal, se em determinada semana se cumprissem estritamente as leis e os regulamentos? Como muitos são contraditórios e desadaptados da actualidade e da realidade, iria criar-se um "nó cego" que, esse sim, iria doer muito ao governo.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
A outra vertente do acidente
Hoje a notícia é o acidente da A-23, com todo o rol de desgraças que envolve e que a comunicação não deixa esquecer, aproveitando todos os pormenores para ganhar audiências, o mesmo se prometendo com a romaria dos políticos.
No entanto, há um aspecto de que ninguém fala e que demonstra o verdadeiro drama de centenas, ou milhares, de pessoas que diariamente se arriscam a estar envolvidas em acontecimentos destes, como foi o caso.
Refiro-me à condutora do veículo ligeiro envolvido no acidente: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=303121
Uma jovem professora, com um filho de 9 meses, colocada a 137 km de casa, que tem de percorrer diariamente para garantir o seu ganha-pão.
Esta gente não aufere ajudas de custo nem subsídios de risco e, se protesta, ouve a senhora ministra, com a sensibilidade que lhe é conhecida, dizer que comecem a pensar noutra profissão.
Claro que não interessa falar nisto, parece que nem ao respectivo sindicato....
No entanto, há um aspecto de que ninguém fala e que demonstra o verdadeiro drama de centenas, ou milhares, de pessoas que diariamente se arriscam a estar envolvidas em acontecimentos destes, como foi o caso.
Refiro-me à condutora do veículo ligeiro envolvido no acidente: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=303121
Uma jovem professora, com um filho de 9 meses, colocada a 137 km de casa, que tem de percorrer diariamente para garantir o seu ganha-pão.
Esta gente não aufere ajudas de custo nem subsídios de risco e, se protesta, ouve a senhora ministra, com a sensibilidade que lhe é conhecida, dizer que comecem a pensar noutra profissão.
Claro que não interessa falar nisto, parece que nem ao respectivo sindicato....
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Falta de vergonha
Três notícias recentes fazem sobressair a falta de vergonha reinante no país, muito embora em estrito cumprimento da legalidade.
Não vou falar daquele livre que deu a vitória ao Benfica no jogo com o Paços de Ferreira. Esse, além de vergonha, foi um atropelo grosseiro à legalidade.
1 - Um professor, acusado de 20 crimes de abuso sexual de menores, mantém-se olimpicamente a dar aulas http://jn.sapo.pt/2007/11/04/policia_e_tribunais/professor_musica_pedia_sexo_a_alunas.html.
Diz-se que foi avisado pela DREN para ter cuidado. Como parece que durante os actos de que é acusado não contou anedotas sobre os governantes, tudo bem!
2 - Um senhor deputado do PS por Braga está muito indignado por ter sido nomeado, sem concurso, para um cargo de chefia num hospital um senhor que foi candidato do PSD a uma junta de freguesia http://jn.sapo.pt/2007/11/04/norte/nomeacao_hospital_levanta_duvidas_ps.html
Claro que não está indignado com a nomeação pelo PS, pelo PSD e pelo CDS, sem concurso, de elementos para cargos de direcção nos restantes hospitais. Deve ser distraído!
3 - Uma funcionária de uma junta de freguesia, visivelmente incapacitada, foi considerada apta para o serviço por mais uma junta médica da CGA. http://jn.sapo.pt/2007/11/05/norte/piaes_contesta_alta_funcionaria_junt.html
Segundo o "Primeiro Jornal" de hoje, da SIC, o sr. Ministro das Finanças, que tutela o assunto, com a atitude humanitária que lhe é peculiar, afirmou que o assunto estava em análise, mas que "a lei tinha sido estritamente cumprida". Pode a senhora em causa estar descansada. O facto de a lei estar a ser "estritamente cumprida" vai fazer com que não tenha dores e fique imediatamente apta para o trabalho. Quem sabe se ainda não irá a tempo para as competições de ginástica nos olímpicos de Pequim?
P.S. : Horas depois de escrever este post, vi no noticiário das 18H00 da SIC Notícias o sr. Ministro das Finanças afirmar que tinha dado ordens à CGA para rever a situação da senhora e à ADSE para manter a senhora em baixa médica até nova junta. Atitude acertada. Só acho estranho que seja o sr. ministro a determinar quem está de baixa médica. Que dirá a isto a sempre atenta Ordem dos Médicos?
Será que esta gente não tem vergonha na cara?
Não vou falar daquele livre que deu a vitória ao Benfica no jogo com o Paços de Ferreira. Esse, além de vergonha, foi um atropelo grosseiro à legalidade.
1 - Um professor, acusado de 20 crimes de abuso sexual de menores, mantém-se olimpicamente a dar aulas http://jn.sapo.pt/2007/11/04/policia_e_tribunais/professor_musica_pedia_sexo_a_alunas.html.
Diz-se que foi avisado pela DREN para ter cuidado. Como parece que durante os actos de que é acusado não contou anedotas sobre os governantes, tudo bem!
2 - Um senhor deputado do PS por Braga está muito indignado por ter sido nomeado, sem concurso, para um cargo de chefia num hospital um senhor que foi candidato do PSD a uma junta de freguesia http://jn.sapo.pt/2007/11/04/norte/nomeacao_hospital_levanta_duvidas_ps.html
Claro que não está indignado com a nomeação pelo PS, pelo PSD e pelo CDS, sem concurso, de elementos para cargos de direcção nos restantes hospitais. Deve ser distraído!
3 - Uma funcionária de uma junta de freguesia, visivelmente incapacitada, foi considerada apta para o serviço por mais uma junta médica da CGA. http://jn.sapo.pt/2007/11/05/norte/piaes_contesta_alta_funcionaria_junt.html
Segundo o "Primeiro Jornal" de hoje, da SIC, o sr. Ministro das Finanças, que tutela o assunto, com a atitude humanitária que lhe é peculiar, afirmou que o assunto estava em análise, mas que "a lei tinha sido estritamente cumprida". Pode a senhora em causa estar descansada. O facto de a lei estar a ser "estritamente cumprida" vai fazer com que não tenha dores e fique imediatamente apta para o trabalho. Quem sabe se ainda não irá a tempo para as competições de ginástica nos olímpicos de Pequim?
P.S. : Horas depois de escrever este post, vi no noticiário das 18H00 da SIC Notícias o sr. Ministro das Finanças afirmar que tinha dado ordens à CGA para rever a situação da senhora e à ADSE para manter a senhora em baixa médica até nova junta. Atitude acertada. Só acho estranho que seja o sr. ministro a determinar quem está de baixa médica. Que dirá a isto a sempre atenta Ordem dos Médicos?
Será que esta gente não tem vergonha na cara?
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Vergonha!
Depois de ler a notícia http://jn.sapo.pt/2007/10/21/porto/guineense_denuncia_acto_racista_plen.html, chego às seguintes conclusões:
- Depois de 33 anos de liberdade de informação, na cristianíssima Braga ainda há uma família (pelo menos uma!) de mentecaptos que julgam haver superioridade rácica ou pessoal num mundo minimamente decente. Só não lhes chamo bestas quadradas para não ofender os pobres animaizinhos que devem ter princípios superiores aos deles.
- A PSP descarta-se atrás do "Estado de Direito", argumentando com as referências jurídicas do costume.
- A ofendida perguntará, como eu ou qualquer outro menos versado nos insondáveis mistérios dos códigos jurídicos: então para que serve a Polícia?
- É óbvio que a culpada é a senhora guineense, que devia ter lido todos os Diários da República (e antes os Diários do Governo) desde o n.º 1 e ser, pelo menos, licenciada em Direito.
- Tenho vergonha!
- Depois de 33 anos de liberdade de informação, na cristianíssima Braga ainda há uma família (pelo menos uma!) de mentecaptos que julgam haver superioridade rácica ou pessoal num mundo minimamente decente. Só não lhes chamo bestas quadradas para não ofender os pobres animaizinhos que devem ter princípios superiores aos deles.
- A PSP descarta-se atrás do "Estado de Direito", argumentando com as referências jurídicas do costume.
- A ofendida perguntará, como eu ou qualquer outro menos versado nos insondáveis mistérios dos códigos jurídicos: então para que serve a Polícia?
- É óbvio que a culpada é a senhora guineense, que devia ter lido todos os Diários da República (e antes os Diários do Governo) desde o n.º 1 e ser, pelo menos, licenciada em Direito.
- Tenho vergonha!
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Professores, espiritismo e espaço-tempo
De há uns meses para cá, temos tido notícias de factos verdadeiramente extraordinários, envolvendo os professores.
Tais factos, por estarem muito fora do que seria de considerar normal nos dias de hoje, merecem que os analisemos.
Comecemos por enumerá-los:
- Caso de bufaria na DREN;
- Atitude feudal da sr.ª ministra e demais dirigentes do Ministério da Educação;
- Atitude corporativa e retrógrada do Sindicato dos Professores, ao não aceitar como normal que a carreira docente tenha uma estrutura hierárquica, como todas as outras da Função Pública incluindo os docentes do ensino superior, confundindo igualdade com igualitarismo, como se estivéssemos no PREC de 1975;
- Declarações do sr. Primeiro-Ministro, considerando todos os que não concordam com ele como comunistas;
- Visita preventiva da PSP ao Sindicato dos Professores, na Covilhã;
- Justificação da sr,ª Governadora Civil de Castelo Branco, afirmando que aquela visita era perfeitamente normal em véspera de visita de membros do governo.
Analisando estes factos, surgem-me, como em qualquer estudo, duas hipóteses que mutuamente se excluem:
- HIPÓTESE A: Os membros do governo em questão não são democratas e defendem atitudes próprias de regimes totalitários e a direcção do Sindicato dos Professores é composta por pessoas totalmente fora da realidade de um estado democraticamente organizado.
- HIPÓTESE B: Estamos perante fenómenos de mediunismo e de enrugamento do contínuo espaço-tempo.
A hipótese A deve obviamente ser rejeitada, por absurda, ridícula e sem qualquer relação com a realidade.
Já a hipótese B é muito mais plausível. De facto, tudo leva a crer que haja fenómenos de mediunismo (possessão por espíritos) e perigoso enrugamento do contínuo espaço-tempo. Se não, vejamos:
MEDIUNISMO- As declarações do sr, primeiro-ministro em Montemor-o-Velho, atribuindo a qualidade de comunistas a todos os que mostravam desagrado pela governação. Pelo que foi dito, não era certamente o responsavel máximo pelo P.S. que estava a falar. Devia estar possuído pelo espírito daquele senhor de Santa Comba, cujo espírito deve pairar pelas margens do Dão e do Mondego, e que dizia a mesma coisa.
Também os polícias que foram visitar o Sindicato na Covilhã deviam estar possuídos por espíritos de antigos agentes da PIDE, que por ali andavam quando a Covilhã era um importante centro operário, com a perigosa vizinhança do Jornal do Fundão.
ENRUGAMENTO DO ESPAÇO-TEMPO - Aqui cabem os casos de bufaria, atitudes feudais da sr.ª ministra da Educação e demais dirigentes do ministério, atitude retrógrada do Sindicato dos Professores e justificação da sr.ª Governadora Civil de Castelo Branco e todos os factos obviamente fora do tempo actual. Não há dúvida que o contínuo espaço-tempo deve estar enrugado como um papel que se enruga na mão, fazendo coincidir pontos da folha que normalmente estariam muito afastados.
Não sei se Einstein previu esta hipótese, mas parece-me merecer ser tema de uma tese de doutoramento (há piores...).
Como tal estudo exigirá cientistas do mais alto gabarito, proponho desde já licenciados pelas universidades Independente, Moderna e Internacional.
Tais factos, por estarem muito fora do que seria de considerar normal nos dias de hoje, merecem que os analisemos.
Comecemos por enumerá-los:
- Caso de bufaria na DREN;
- Atitude feudal da sr.ª ministra e demais dirigentes do Ministério da Educação;
- Atitude corporativa e retrógrada do Sindicato dos Professores, ao não aceitar como normal que a carreira docente tenha uma estrutura hierárquica, como todas as outras da Função Pública incluindo os docentes do ensino superior, confundindo igualdade com igualitarismo, como se estivéssemos no PREC de 1975;
- Declarações do sr. Primeiro-Ministro, considerando todos os que não concordam com ele como comunistas;
- Visita preventiva da PSP ao Sindicato dos Professores, na Covilhã;
- Justificação da sr,ª Governadora Civil de Castelo Branco, afirmando que aquela visita era perfeitamente normal em véspera de visita de membros do governo.
Analisando estes factos, surgem-me, como em qualquer estudo, duas hipóteses que mutuamente se excluem:
- HIPÓTESE A: Os membros do governo em questão não são democratas e defendem atitudes próprias de regimes totalitários e a direcção do Sindicato dos Professores é composta por pessoas totalmente fora da realidade de um estado democraticamente organizado.
- HIPÓTESE B: Estamos perante fenómenos de mediunismo e de enrugamento do contínuo espaço-tempo.
A hipótese A deve obviamente ser rejeitada, por absurda, ridícula e sem qualquer relação com a realidade.
Já a hipótese B é muito mais plausível. De facto, tudo leva a crer que haja fenómenos de mediunismo (possessão por espíritos) e perigoso enrugamento do contínuo espaço-tempo. Se não, vejamos:
MEDIUNISMO- As declarações do sr, primeiro-ministro em Montemor-o-Velho, atribuindo a qualidade de comunistas a todos os que mostravam desagrado pela governação. Pelo que foi dito, não era certamente o responsavel máximo pelo P.S. que estava a falar. Devia estar possuído pelo espírito daquele senhor de Santa Comba, cujo espírito deve pairar pelas margens do Dão e do Mondego, e que dizia a mesma coisa.
Também os polícias que foram visitar o Sindicato na Covilhã deviam estar possuídos por espíritos de antigos agentes da PIDE, que por ali andavam quando a Covilhã era um importante centro operário, com a perigosa vizinhança do Jornal do Fundão.
ENRUGAMENTO DO ESPAÇO-TEMPO - Aqui cabem os casos de bufaria, atitudes feudais da sr.ª ministra da Educação e demais dirigentes do ministério, atitude retrógrada do Sindicato dos Professores e justificação da sr.ª Governadora Civil de Castelo Branco e todos os factos obviamente fora do tempo actual. Não há dúvida que o contínuo espaço-tempo deve estar enrugado como um papel que se enruga na mão, fazendo coincidir pontos da folha que normalmente estariam muito afastados.
Não sei se Einstein previu esta hipótese, mas parece-me merecer ser tema de uma tese de doutoramento (há piores...).
Como tal estudo exigirá cientistas do mais alto gabarito, proponho desde já licenciados pelas universidades Independente, Moderna e Internacional.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Os professores e os incentivos à natalidade
Aquilo que disse no post "Educação feudal" caiu-me em casa.
A minha nora, educadora de infância com um filho de 12 meses de idade, foi colocada num Jardim de Infância numa freguesia, de cuja existência nem desconfiava, a 120 km da residência.
Até aqui nada de anormal, dentro da "normalidade" do nomadismo dos professores.
Quando ela, dada a grande dificuldade, risco e custo de deslocação diária de 240 km, se preparava para alugar um alojamento lá na terra e colocar o filho numa creche, chegou à conclusão de que a creche mais próxima fica a 16 km e pertence a uns senhores a quem a A.S.A.E. já encerrou uma outra creche por falta de condições de higiene. Resumindo, não há creche.
Em 2 períodos de 6 horas que passei nessa localidade percebi porque é que não há nem haverá creche. Falta "massa crítica". Não há bebés!
Para solucionar o problema, uma vez que, com a aproximação do Inverno, cada vez o acesso à localidade será mais difícil, solicitou superiormente autorização para levar o filho para o Jardim de Infância. Foi-lhe negada a autorização.
Perante esta situação, solicito que alguém me responda às seguintes questões:
- O Ministério da Educação pertence ao mesmo Governo que alardeia recentes incentivos à natalidade?
- Depois de se aproveitarem os incentivos, que se faz aos bebés filhos de professoras? Metem-se num saco e deitam-se ao poço, como faziam aos gatos?
- Será que é o modo de se livrarem das professoras, que poderão ter de acabar por se demitir, contribuindo assim para a "reforma da Administração Pública"?
- Ainda haverá neste país algum político com um mínimo de coerência e vergonha na cara?
A minha nora, educadora de infância com um filho de 12 meses de idade, foi colocada num Jardim de Infância numa freguesia, de cuja existência nem desconfiava, a 120 km da residência.
Até aqui nada de anormal, dentro da "normalidade" do nomadismo dos professores.
Quando ela, dada a grande dificuldade, risco e custo de deslocação diária de 240 km, se preparava para alugar um alojamento lá na terra e colocar o filho numa creche, chegou à conclusão de que a creche mais próxima fica a 16 km e pertence a uns senhores a quem a A.S.A.E. já encerrou uma outra creche por falta de condições de higiene. Resumindo, não há creche.
Em 2 períodos de 6 horas que passei nessa localidade percebi porque é que não há nem haverá creche. Falta "massa crítica". Não há bebés!
Para solucionar o problema, uma vez que, com a aproximação do Inverno, cada vez o acesso à localidade será mais difícil, solicitou superiormente autorização para levar o filho para o Jardim de Infância. Foi-lhe negada a autorização.
Perante esta situação, solicito que alguém me responda às seguintes questões:
- O Ministério da Educação pertence ao mesmo Governo que alardeia recentes incentivos à natalidade?
- Depois de se aproveitarem os incentivos, que se faz aos bebés filhos de professoras? Metem-se num saco e deitam-se ao poço, como faziam aos gatos?
- Será que é o modo de se livrarem das professoras, que poderão ter de acabar por se demitir, contribuindo assim para a "reforma da Administração Pública"?
- Ainda haverá neste país algum político com um mínimo de coerência e vergonha na cara?
A A.S.A.E. e os hospitais
Hoje foi notícia de manchete o encerramento das cozinhas de 3 hospitais pela A.S.A.E..
Não ponho minimamente em causa as razões dos encerramentos que, certamente, só pecarão por defeito.
As causas são a extinção compulsiva, há mais de 10 anos, das cozinhas hospitalares, entregues à exploração de privados, cujo objectivo óbvio e natural é a obtenção das maiores receitas com as menores despesas, aliada a décadas de falta de investimento em tudo o que não dê notícia de abertura de telejornal.
Interessante é o facto de, tanto a A.S.A.E. como a Inspecção do Ambiente, só actuarem sobre os hospitais depois de passarem a empresas e não enquanto serviços da Administração Central.
Isto é, passaram-se os hospitais a empresas para desorçamentar as respectivas despesas (sempre o sacana do défice!) e agora aplicam-se-lhe coimas para ainda sacar mais uns trocos para as receitas do orçamento.
Não me lembra de ver noticiado que as inspecções tenham actuado sobre quartéis ou estabelecimentos prisionais, onde certamente encontrariam sobejas razões de acção.
Porque será que , tanto os edifícios militares como os da segurança, ficaram isentos das obrigações da nova legislação da certificação energética?
A defesa da saúde pública e do ambiente é só parcial?
Não ponho minimamente em causa as razões dos encerramentos que, certamente, só pecarão por defeito.
As causas são a extinção compulsiva, há mais de 10 anos, das cozinhas hospitalares, entregues à exploração de privados, cujo objectivo óbvio e natural é a obtenção das maiores receitas com as menores despesas, aliada a décadas de falta de investimento em tudo o que não dê notícia de abertura de telejornal.
Interessante é o facto de, tanto a A.S.A.E. como a Inspecção do Ambiente, só actuarem sobre os hospitais depois de passarem a empresas e não enquanto serviços da Administração Central.
Isto é, passaram-se os hospitais a empresas para desorçamentar as respectivas despesas (sempre o sacana do défice!) e agora aplicam-se-lhe coimas para ainda sacar mais uns trocos para as receitas do orçamento.
Não me lembra de ver noticiado que as inspecções tenham actuado sobre quartéis ou estabelecimentos prisionais, onde certamente encontrariam sobejas razões de acção.
Porque será que , tanto os edifícios militares como os da segurança, ficaram isentos das obrigações da nova legislação da certificação energética?
A defesa da saúde pública e do ambiente é só parcial?
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